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Dizem que depois da meia-noite
Quando a neblina cobre o chão
Tem um velho junto ao rio
Que ninguém chama pelo nome, não
Mora numa casa torta
Onde o mato engole o portão
Tem uma garrafa sobre a mesa
E um segredo no coração
Ninguém sabe de onde veio
Ninguém sabe pra onde vai
Mas quando a lua fica cheia
Ele sempre aparece por lá
Chamam ele de Homem do Pântano
O velho que ninguém quer encontrar
Dizem que ele conversa com os mortos
E que o rio sabe o seu olhar
Chamam ele de Homem do Pântano
Se ouvir seu assobio não vá olhar
Porque quem segue aquela voz à noite
Pode nunca mais voltar
Certa vez chegou um forasteiro
Com uma arma e uma pá na mão
Perguntou pela velha casa
Que ficava depois do barracão
O povo disse: Deixa isso quieto!
Mas ele riu e continuou
Naquela noite a chuva caiu forte
E ninguém mais o encontrou
Na manhã seguinte acharam
Seu cavalo perto do rio
A cela estava abandonada
E no barro havia um único risco
Chamam ele de Homem do Pântano
O velho que ninguém quer encontrar
Dizem que ele conversa com os mortos
E que o rio sabe o seu olhar
Chamam ele de Homem do Pântano
Sobre seu assobio não vá olhar
Porque quem segue aquela voz à noite
Pode nunca mais voltar
Mas tem quem diga que ele espera
Por alguém que um dia conheceu
Sentado naquela mesma árvore
Esperando o que nunca aconteceu
E quando o vento sopra entre os galhos
E a água começa a se mexer
Dizem que ele olha para a estrada
Como quem ainda espera alguém aparecer
Chamam ele de Homem do Pântano
O velho que ninguém quer encontrar
Dizem que ele conversa com os mortos
E que o rio sabe o seu olhar
Chamam ele de Homem do Pântano
Se ouvir seu assobio não vá olhar
Porque quem segue aquela voz...